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POR ONDE COMEÇARAM OS BAILES CARNAVALESCOS
Os bailes
carnavalescos no Rio de Janeiro começaram em 1840, quando uma senhora
italiana casada com um hoteleiro estabelecido no Largo do Rocio
, promoveu o primeiro baile de máscaras, anunciado no "Jornal"
nos seguintes termos:
O sucesso foi grande e o baile de máscaras se repetiu em 20 de fevereiro, já durante o carnaval, sendo anunciado um "baile de máscara como se usa na Europa". Em 1844 passaram a ser servidos ceia, vinho e refrescos depois do baile - cujo preço passou de 2 mil para 4 mil réis. Como ainda é comum nos tempos atuais, nada era cobrado das mulheres. A polca, também chamada "polaca", era a dança da moda, dançada nos bailes de carnaval daquela época, em uma espécie de revolução contra a mazurca e a gavota, consideradas das elites. Em 1846 foi criada a sociedade "Constante Polca", que se encarregou de promover os bailes. Aparentemente, o criador da sociedade foi o próprio dono do Hotel de Itália, pois os bailes continuaram a ocorrer ali. Também em 1846 houve outro baile de máscaras, em 21 de fevereiro, no Teatro São Januário, promovido por Clara Delmastro, que viera para o Rio como cantora de uma companhia teatral e havia assistido a grandes festas carnavalescas na Europa. Esse baile, que contou com mais de 1000 casais fantasiados, durou até as 03:00 h do dia seguinte e só foi interrompido porque o inspetor do teatro, preocupado com a saúde dos dançarinos, encerrou a festa e disse a todos que fossem descansar. Com o sucesso, outros bailes passaram a ser promovidos. Visando ao lucro certo, a diretoria do Teatro São Pedro transformou sua platéia em um enorme salão, promovendo 3 bailes em 1846 e 6 deles em 1847. Em 1847, ocorreram 15 bailes carnavalescos em teatros no período de uma semana. O Imperial Teatro D. Pedro II foi inaugurado em 17 de fevereiro de 1871 com um luxuoso baile de máscaras. Naquela época, as famílias não participavam ativamente dos bailes, mas a curiosidade fazia com que os assistissem de longe, dos camarotes. Não era considerado elegante se misturar ao resto do povo nas comemorações de carnaval. O baile de 1879 do Imperial Teatro D. Pedro II foi ricamente decorado com estátuas, espelhos, esferas luminosas, milhares de bicos de gás, bandeiras etc. e foi anunciado em meia página nos jornais. Uma orquestra de 40 músicos (imensa, naquela época) regida pelo maestro A. Cravestein iniciou o baile com a ouverture de uma ópera. Bailes públicos se difundiram e, como havia muitas pessoas que gostavam de patinar, o "Skating-Ring" da Rua do Costa promoveu patinação com orquestra de baile, patinação fantasiada e baile de máscaras sobre patins. Na competição acirrada pelo público, as mais variadas atrações eram introduzidas nos bailes, que se tornavam cada vez mais originais. Em 1888, o Teatro Santana anunciava, para seus bailes, valsas espanholas e um corpo de coros. Atualmente, a maioria dos clubes promove seus bailes de carnaval. Por muitos anos, dois clubes promoveram bailes muito disputados: o Clube Sírio e Libanês e o Clube Monte Líbano (com o baile "Uma Noite em Bagdá").
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fonte:armazemdesonhos
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